Deputados federais pediram ontem ao ministro da Justiça, Iris Rezende, que acione a Polícia Federal e o Exército, por intermédio do presidente Fernando Henrique Cardoso, para que realizem um mapeamento do crime organizado na fronteira entre Mato Grosso do Sul e Paraguai.
O pedido partiu da Comissão dos Direitos Humanos da Câmara dos Deputados que apura denúncias de ação de grupos de pistoleiros e de extermínio na região. A comissão também reivindica a aplicação de um programa de proteção a testemunhas na região metropolitana de Dourados (MS), onde as polícias Civil e Militar prenderam oito pessoas, entre as quais quatro PMs, acusados de crime de encomenda.
Os deputados Pedro Wilson (PT-GO) e Dalila Figueiredo (PSDB-SP) entregaram ao ministro o relatório da audiência pública realizada pela comissão em
Dourados há dez dias.
Anteontem à noite, em Campo Grande (MS), os diretores do CDDH (Centro de
Defesa dos Direitos Humanos) ‘‘Marçal de Souza’’ pediram garantia de vida ao secretário de Estado de Segurança Pública, Joaquim D’Assunção Sousa. O CDDH é autor de uma pesquisa que apontou mais de 290 mortes com características de execução sumária e desaparecimento forçado na fronteira e na região de Dourados, entre junho de 95 e julho de 97.

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