Rio, 06 (AE) - Os 49 deputados da bancada fluminense vão lutar para modificar a medida provisória que cria a Agência Nacional de Saúde (ANS) e fazer com que pelo menos o escritório central do órgão fique no Estado, a exemplo do que ocorre com a Agência Nacional de Petróleo (ANP). Segundo a primeira versão da MP, a sede da ANS seria no Rio, mas, na reedição de 31 de dezembro, a agência passou a ter sede em Brasília.
Hoje, o relator da medida provisória, deputado Ronaldo Cézar Coelho (PSDB-RJ), disse que a mudança "pegou a bancada de surpresa". Segundo ele, até a votação da MP, que deverá ocorrer no próximo dia 18, vai haver uma "longa negociação". "A bancada está em pé de guerra". O deputado Márcio Fortes (PSDB-RJ), por exemplo, já admite a possibilidade de aceitar a criação de uma sede jurídica da ANS em Brasília e do escritório central no Rio, seguindo o modelo da ANP, segundo Coelho. A deputada Laura Carneiro (PFL-RJ), por sua vez, apresentou emenda que restabelece o texto original. De acordo com o texto atual, o Rio teria apenas uma sede regional da ANS.
"Percebo que houve uma mudança que não obedece à vontade do ministro José Serra (Saúde)", afirmou Coelho. Segundo ele, a manutenção da sede no Rio obedece "argumentos técnicos". "Oitenta por cento do mercado de usuários e fornecedores de planos de saúde e companhias de seguro está na região Sudeste, e a lógica diz que se deve manter a sede no Rio", disse o deputado. "Acho que será possível negociar um acordo nesse sentido".