Brasília, 03 (AE) - Com a cotação do dólar em queda e o mercado demonstrando sinais de acomemos ir ao 8º andar e afixar vários cartazes contra a ingerência do FMI", esbravejava o deputado Vivaldo Barbosa (PDT-RJ), uma espécie de porta-voz informal dos parlamentares, no meio da sala de imprensa do BC, primeiro ponto de parada dos manifestantes.
O objetivo de ir até o 8º andar, no entanto, mudou imediatamente ao serem informados de que a equipe técnica do FMI tinha na verdade uma pequena sala no 10º andar, onde funciona o Departamento Econômico (Depec) do BC. Mesmo esta idéia quase foi deixada de lado graças a um apelo do deputado Milton Temer. "Í Vivaldo estou com problema de horário, vamos direto para o Ministério da Fazenda. Tá todo mundo lá. O Stanley Fischer (vice diretor-gerente do FMI) e toda a imprensa", dizia o parlamentar petista também aos gritos.
Procurando contemporizar, o deputado do PDT sugeriu que os parlamentares apenas "passassem" no Depec para falar com o chefe do departamento, Altamir Lopes, e depois seguissem para o prédio do Ministério da Fazenda. Tomada esta decisão, os parlamentares tiveram que esperar cerca de 20 minutos para subirem até o 10º andar, onde se encontrariam com Altamir. Neste meio tempo, o grupo de deputados encontrou com o técnico moçambicano do FMI Rogério Zandamela. "Estamos aqui para protestar contra a presença de vocês", dizia Barbosa enquanto o técnico do FMI sugeria que eles procurassem pessoas com mais autoridade.
Depois de muito bate-boca com a segurança do BC, os parlamentares subiram até o 10º andar, onde desfraldaram uma bandeira do Brasil e colocaram vários cartazes contra o FMI. Depois de reclamarem a ausência de funcionários do BC e do FMI no local, os deputados foram recebidos na porta de seu gabinete pelo chefe do Depec, Altamir Lopes. "Não podemos conversar de uma forma mais organizada", dizia o chefe do Depec enquanto abria os braços. Os deputados, no entanto, preferiram conversar de pé com Altamir na porta de seu gabinete.
Eles pediram ao chefe do Depec para que ele encaminhasse aos seus superiores os protestos contra a indicação do economista Armínio Fraga para a a presidência do BC e reclamaram da ingerência do FMI nas contas do Brasil. "Vou encaminhar essas manifestações ao presidente em exercício do BC (Demósthenes Madureira de Pinho Neto)", assegurou o chefe do Depec. Ele, no entanto, negou que o FMI estivesse fazendo uma auditoria nas contas brasileiras e disse que estava sendo tratado como um trabalho de consultas técnicas entre o governo brasileiro e a missão do Fundo. //FIM/HEADER/ odação, o Banco Central (BC) teve que conviver hoje com o nervosismo do mundo político. Um grupo de 12 deputados da oposição chegou à sede da instituição no final da manhã portando cartazes contra o Fundo Monetário Internacional (FMI) e uma bandeira do Brasil enrolada dentro de um pacote. "Queremos ir ao 8º andar e afixar vários cartazes contra a ingerência do FMI", esbravejava o deputado Vivaldo Barbosa (PDT-RJ), uma espécie de porta-voz informal dos parlamentares, no meio da sala de imprensa do BC, primeiro ponto de parada dos manifestantes.
O objetivo de ir até o 8º andar, no entanto, mudou imediatamente ao serem informados de que a equipe técnica do FMI tinha na verdade uma pequena sala no 10º andar, onde funciona o Departamento Econômico (Depec) do BC. Mesmo esta idéia quase foi deixada de lado graças a um apelo do deputado Milton Temer. "Í Vivaldo estou com problema de horário, vamos direto para o Ministério da Fazenda. Tá todo mundo lá. O Stanley Fischer (vice diretor-gerente do FMI) e toda a imprensa", dizia o parlamentar petista também aos gritos.
Procurando contemporizar, o deputado do PDT sugeriu que os parlamentares apenas "passassem" no Depec para falar com o chefe do departamento, Altamir Lopes, e depois seguissem para o prédio do Ministério da Fazenda. Tomada esta decisão, os parlamentares tiveram que esperar cerca de 20 minutos para subirem até o 10º andar, onde se encontrariam com Altamir. Neste meio tempo, o grupo de deputados encontrou com o técnico moçambicano do FMI Rogério Zandamela. "Estamos aqui para protestar contra a presença de vocês", dizia Barbosa enquanto o técnico do FMI sugeria que eles procurassem pessoas com mais autoridade.
Depois de muito bate-boca com a segurança do BC, os parlamentares subiram até o 10º andar, onde desfraldaram uma bandeira do Brasil e colocaram vários cartazes contra o FMI. Depois de reclamarem a ausência de funcionários do BC e do FMI no local, os deputados foram recebidos na porta de seu gabinete pelo chefe do Depec, Altamir Lopes. "Não podemos conversar de uma forma mais organizada", dizia o chefe do Depec enquanto abria os braços. Os deputados, no entanto, preferiram conversar de pé com Altamir na porta de seu gabinete.
Eles pediram ao chefe do Depec para que ele encaminhasse aos seus superiores os protestos contra a indicação do economista Armínio Fraga para a a presidência do BC e reclamaram da ingerência do FMI nas contas do Brasil. "Vou encaminhar essas manifestações ao presidente em exercício do BC (Demósthenes Madureira de Pinho Neto)", assegurou o chefe do Depec. Ele, no entanto, negou que o FMI estivesse fazendo uma auditoria nas contas brasileiras e disse que estava sendo tratado como um trabalho de consultas técnicas entre o governo brasileiro e a missão do Fundo.

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