Deputados contra proibição
Curitiba - A campanha pelo desarmamento lançada ontem por Jungmann no Paraná não foi bem recebida na Assembléia Legislativa. Até ontem, 33 dos 54 deputados estaduais já haviam assinado um manifesto posicionando-se contrariamente à proibição do comércio de armas de fogo no país.
Após o discurso de Jungmann na Assembléia, os parlamentares estaduais revezaram-se na tribuna para criticar a proposta de desarmamento.
Para o deputado Élio Rusch (PFL), a legislação do Brasil já é suficiente para controlar o uso das armas. ''Hoje as armas de fogo só são vendidas legalmente no Brasil após o cidadão de bem com mais de 25 anos apresentar uma série de comprovantes, como a ficha limpa, exames psicotécnicos e certificado de instrução de tiro. Estão querendo tirar um direito do cidadão, o de legítima defesa'', afirmou Rusch.
Mário Sérgio Bradock (PMDB), que atuava como delegado antes de ser eleito, também rechaça a proposta. ''Os bandidos não temem só a polícia, mas também invadir uma casa em que o dono pode estar armado. É hipocrisia de parte da elite defender o desarmamento, porque eles vivem cercados de seguranças. Queria ver eles largarem os seguranças e colocarem uma placa na casa deles: 'Bandido, aqui não tem arma!' O cidadão tem que ter o direito de proteger sua propriedade e sua família'', afirmou Bradock.
Já o deputado Valdir Rossoni (PSDB) preferiu criticar a própria realização do plebiscito. ''Eu, que sou parlamentar, não tenho subsídios para emitir uma opinião sobre o desarmamento, e creio que a maioria da população também não. É uma triste mania do político brasileiro em vez de aplicar as leis que já temos querer fazer reformas mirabolantes em temas como previdência, seguridade social e segurança. Vai se gastar muito dinheiro com um debate que considero totalmente inoportuno'', comentou Rossoni.(M.G.)





