Deputados britânicos autorizam homossexuais a adotar crianças
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quinta-feira, 16 de maio de 2002
France Presse 
Londres - Os deputados britânicos aprovaram ontem, por 228 votos a 133, uma lei autorizando casais de homossexuais a adotar crianças. Mas não é certeza que esta lei seja aprovada na Câmara dos Lordes, já que a maioria da câmara parece se opor.
Alguns parlamentares devem também tentar tirar de um texto que deve ser votado segunda-feira pela Câmara dos Comuns a expressão casais do mesmo sexo da definição de pais autorizados a adotar.
O ministro da Saúde, Alan Milburn, anunciou em 7 de maio um voto de consciência sobre a proposta do presidente laborista da comissão de saúde da Câmara dos Comuns, David Hinchliffe. Acredito profundamente no casamento, afirmou Hinchliffe, respondendo às críticas dos conservadores que o acusam de querer quebrar a instituição do casamento.
Segundo a lei atual, destacou, se fosse pelo interesse de uma criança que seja adotada por um casal não casado, isto seria possível, acrescentou, repetindo que este texto é pelo interesse das crianças mais vulneráveis.
Peter Lilley, ex-ministro conservador da Segurança Social (entre 1992 e 1997), estimou que a atual lei já permitia a adoção pelos casais não casados e os de homossexuais.
Parece que há uma vontade de colocar em igualdade a vida de casados e o casamento assim como as relações hetero e homossexuais, afirmou. Mas as crianças não devem ser usadas nesse debate, argumentou.
O porta-voz do partido democrata, Evan Harris, partidário do texto, declarou que as pesquisas demonstravam que as crianças criadas por um casal homossexual estável vão muito bem. Segundo ele, os conservadores passam seus preconceitos e suas opiniões retrógradas por cima do bem-estar das crianças.


