O deputado Padre Roque (PT), teve uma reunião com lideranças sindicais, do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) e com o prefeito de Renascença, José Kresteniuk (PSDB). A discussão foi a portas fechadas no gabinete do prefeito. Hoje o deputado entregará um relatório dos fatos ao Ministério da Justiça.
Roque disse que veio a Renascença a pedido do Ministro da Justiça, Renan Calheiros. Ele disse que amanhã haverá a primeira reunião de discussão sobre o problema global da questão fundiária no Paraná, em Brasília.
Roque analisa que as medidas legais tomadas até o momento no caso de Seno e ameaças a outros líderes do MST são ‘‘excelentes’’. Ele ressalta a rapidez da denúncia, a ação da polícia na investigação e a Justiça, que expediu rapidamente o mandado de prisão temporário.
Segundo o deputado, as autoridades foram ‘‘ acordadas’’ para a gravidade do problema no Paraná. A notícia do sequestro e tortura de Seno correu o mundo. A Anistia Internacional dos Direitos Humanos, um dia após o fato, enviou cartas para o Governo Estadual e Presidência da República. Roque ressalta que após a reunião do secretário estadual da Justiça, da Segurança e o Ministério Público do Paraná com o Ministério da Justiça, novas medidas serão tomadas.
Dependendo das negociações, a Polícia Federal será acionada para acompanhar o caso. ’’ A partir de agora a UDR (União Democrática Ruralista) não dá as tintas sozinha. O governo estadual terá que seguramente garantir a vida, que será mais protegida’’, finalizou.
AtentadoO MST denunciou ontem um atentado contra o filho de um dos líderes da organização na região Centro-Oeste do Estado. Segundo MST, Marcos Luiz Mendes, de 8 anos, foi ferido no braço por um dos tiros disparados por três homens que ocupavam um Opala branco. O menino é filho de Maria Helena Ferreira e Etuino Luiz Mendes, conhecido como Lapacho, líder do assentamento Marrecas na Comunidade Ibema, município de Turvo.
Segundo relato do MST, às 10h30 de ontem Marcos Luiz Mendes e Wagner do Prado, também de 8 anos, voltavam das aulas de reforço na Escola Municipal João Miguel Maio, quando, a 400 metros de casa, num trecho de curva, o Opala se aproximou deles. Dois tiros foram disparados. Um atingiu o braço de Marcos. As duas crianças correram para casa, apavoradas. Os três homens fugiram no Opala. A Folha não conseguiu contato com a polícia de Turvo.

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