O deputado federal padre Roque Zimmermann (PT) vai entrar hoje com um processo de calúnia, injúria e difamação contra o deputado estadual Luiz Carlos Alborghetti (PTB). Este teria dito em seu programa de televisão (‘Cadeia’, transmitido pela CNT) ‘‘que os invasores de terras são assessores do padre Roque’’. Na interpretação de padre Roque, Alborghetti estaria incitando a violência no campo. Além disso, xingou os sem-terra, durante a entrevista com o assessor de gabinente da Secretaria da Segurança, Valdir Bicudo, classificando os sem-terra de ‘‘vagabundos’’ e ‘‘sem-vergonhas’’, entre outras expressões mais pesadas.
Em seu programa, Alborghetti afirma que os invasores de terra no Paraná são patrocinados pelo deputado padre Roque Zimmermann. Em fita que o padre tem em mãos, o deputado estadual diz, enquanto conversa com o assessor Valdir Bicudo, que três envolvidos em ocupações de terras trabalham para o deputado petista. ‘‘A única pessoa que tem função no meu gabinete é o Seno Staats’’, diz, explicando que desenvolve trabalhos junto aos assentamentos.
A posição do deputado é apoiada pela Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal. ‘‘A comissão deve pedir explicações para o deputado Alborghetti, que se mostrou uma pessoa da pior laia’’, afirma a deputada federal Luci Choinaski (PT-SC). De acordo com ela, o deputado estaria incentivando o conflito no campo.
Alborghetti defende-se, afirmando que o que disse no programa foi baseado nas declarações de Valdir Bicudo. Porém, o assessor da Secretaria afirma que a única informação que passou a ele foi a da existência de um sem-terra vinculado ao padre Roque.

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