São Paulo, 30 (AE) - O deputado estadual Jamil Murad (PC do B) vai incluir uma emenda em seu projeto de lei que proíbe a cobrança pela utilização de sanitários em estações rodoviárias e ferroviárias. Ele estenderá a medida às estações do Metrô. "Quando conclui o projeto não havia a informação de que a Companhia do Metropolitano iria cobrar uma taxa pelo uso dos banheiros em nove estações do Metrô. Essa cobrança é um absurdo", reagiu. "Quando se frequenta um bar, um restaurante ou uma casa de espetáculos a gente não paga a parte para usar o banheiro", comparou.
"Os passageiros mal conseguem pagar a tarifa, que já é cara e vai subir ainda mais", criticou o parlamentar. "Ao pagar a passagem, as pessoas têm o direito de utilizar os sanitários de forma gratuita". O serviço de sanitários será terceirizado. De acordo com o Metrô, foi assinado, no dia 1º, contrato com a empresa Arclan, vencedora da primeira concorrência. No documento, consta que o valor máximo a ser cobrado deverá ser 50 centavos. "Para uma população desempregada ou ganhando apenas um ou dois salários mínimos esse valor é muito alto", afirmou Murad. "Existem famílias, compostas de cinco pessoas, que compram apenas dois pãezinhos, que custam R$ 0,10, para dividir entre todos, como é que vai arrumar R$ 0,50 para ir ao banheiro?", questionou.
O recesso da Assembléia Legislativa termina na segunda-feira, e o deputado acredita que seu projeto deva ser votado até setembro, uma vez que já foi aprovado em todas as comissões. Para Murad a medida vai proteger os usuários das estações rodoviárias, principalmente do Terminal Rodoviário do Tietê "de um abuso". O parlamentar explicou que ao comprar a passagem, as pessoas pagam uma taxa pela utilização do terminal rodoviário. "Portanto, é um absurdo cobrar duas vezes pelo mesmo serviço". De acordo com informações do Metrô, a cobrança vai afastar as pessoas que fazem mau uso do banheiro nas estações e promovem atos de vandalismo. (M.C.S.)

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