Deputado pede demissão da presidência do PFL do Rio
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quinta-feira, 18 de março de 1999
Por Wilson Tosta 
Rio, 19 (AE) - O presidente municipal do PFL do Rio, deputado Rubem Medina, anunciou hoje que desistiu de pacificar a legenda e resolveu pôr à disposição da Executiva Nacional o cargo que ocupava havia 13 dias. O deputado disse que não pode continuar após os ataques que Maia e o grupo dele lhe têm feito.
Ontem (18), ele discutiu na Câmara dos Deputados com Rodrigo Maia, filho do ex-prefeito. "Não estou disponível para este jogo, para esta guerra que não fui eu que criei", disse o presidente demissionário. "O conflito nunca foi a minha política; quando uma pessoa não quer (a paz), fica inventando argumentos que não são verdadeiros." A crise do PFL aprofundou-se depois de Maia anunciar que estava criando oficialmente uma facção, a Reconstrução-PFL (R-PFL) e, na última semana, fechou um acordo com o PSDB para preparar uma candidatura à prefeitura. O acerto não exclui a possível filiação do ex-prefeito e dos seguidores dele à legenda tucana, comandada pelo ex-governador Marcello Alencar, ex-inimigo de Maia.
Medina disse preferir devolver o cargo à nacional para os integrantes ficarem à vontade com o objetivo de fazer o que acharem melhor no caso, mas pregou que a cúpula "escolha um lado" na briga. "Se o César quer ir para o PSDB, que seja feliz no PSDB", afirmou, embora descartasse a hipótese de expulsão. Segundo ele, a briga está fazendo mal e dividindo o partido. "Não quero participar disso", declarou. O parlamentar lembrou que não pediu para ser presidente, tendo aceito o cargo como missão, dada pelo presidente nacional, senador Jorge Bornhausen (SC), e pelo presidente do Senado, Antonio Carlos Magalhães (BA).
O deputado acusou o ex-prefeito de "criar factóides" e lembrou ter sido o próprio Maia que escolheu Conde para ser o candidato à sucessão, em 1996. "O César quer tirar a sua responsabilidade pela indicação de uma pessoa que agora diz que é incompetente", disse. "Se o Conde é incompetente, o César tem de pagar uma indenização ao povo do Rio." O ex-prefeito acusa Medina de, apesar de indicado como neutro para presidir o PFL, ser pró-Conde. Ele fora eleito na convenção do dia 6, quando um diretório dividido entre "cesaristas", "condistas" e deputados, imposto pela cúpula do partido, foi sacramentado.
O conflito entre Maia e o prefeito visam as eleições de 2000. Conde quer ser candidato à reeleição, e Maia, apesar de dizer que não quer disputar, não aceita o apoiar e não descarta a possibilidade de concorrer.


