Deputado nega envolvimento
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quinta-feira, 25 de abril de 2013
José Lazaro Jr.<br>Reportagem Local 
Curitiba - Após a prisão preventiva de um assessor parlamentar de seu gabinete, o deputado estadual Waldyr Pugliesi (PMDB) disse estar "surpreso" e que vai colaborar com as investigações. Por volta das 6 horas, uma equipe da PF chegou na Assembleia Legislativa (AL) e procurou a direção da AL para ter acesso à sala de Elieuton Mayer, funcionário de Pugliesi.
Realizada para desbaratar uma quadrilha de contrabando, a Operação Fractal deteve Mayer para depoimento. A sala dele no gabinete do deputado foi vasculhada e os policiais apreenderam um notebook e papéis que estavam sobre a mesa do servidor. "Eu estava me preparando para ir ao interior, igual todos os deputados estaduais fazem, quando o diretor-geral da Assembleia (Benoni Manfrin) me telefonou. Pedi para outro assessor ir na hora para a AL, ao invés de vir me buscar, e abrir o gabinete para a PF", explicou Pugliesi.
O deputado negou conhecer a suposta rede de influência política montada no Noroeste para facilitar o deslocamento de carga contrabandeada. Também disse que nunca indicou ninguém para núcleos regionais da Polícia Militar. "Me mostrem um único telefonema meu pedindo para afastar ou contratar alguém. Não tem", enfatizou.
Mayer foi chefe de gabinete de Pugliesi em 2008, mas depois o deputado aboliu essa função de seu mandato, delegando ele mesmo responsabilidades para os funcionários.
Pugliesi disse que vai aguardar mais um pouco antes de decidir se mantém Mayer em seu emprego na AL ou exonera o funcionário. Procurada pela reportagem, a AL disse que isso depende do deputado. "Quando eu cheguei na AL, disse que podiam olhar todo o meu gabinete, inclusive a minha sala, mas eles responderam que o mandado de busca era só para a sala dele", informou o político.


