Deputado impede confronto com PM
A intervenção do deputado José Genoíno (PT-SP) impediu um confronto entre militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) e a Polícia Militar, próximo à Universidade da Amazônia (Unama), onde estão sendo julgados 150 PMs acusados pela morte de 19 sem-terra em Eldorado dos Carajás (PA). Incitados pelo prefeito de Belém, Edmilson Rodrigues (PT), os sem-terra ameaçaram ocupar uma área isolada pelos militares. O clima ficou tenso a ponto de a Tropa de Choque, que estava de prontidão, ser convocada para intervir.
O clima próximo ao auditório da Unama, onde está sendo realizado o júri do coronel Mário Colares Pantoja, do major José Maria de Oliveira e do capitão Raimundo Almendra Lameira, os três primeiros acusados a sentarem no banco dos réus, começou a ficar agitado por volta das 10 horas. Diversos ônibus trazendo militantes do MST chegaram à cidade, vindos de diversas partes do País.
Antes de entrar no auditório para assistir ao julgamento, Rodrigues subiu em um carro de som me começou a pregar a invasão da rua em frente ao local do júri, a cem metros de onde estavam os quase 1.500 integrantes do MST. Para tentar um acordo e evitar um confronto, até mesmo parlamentares ligados à PM, como o deputado federal Cabo Júlio (PSDB-MG) e o deputado estadual Wilson Morais (PSDB-SP) se ofereceram para ajudar a convencer a PM a liberar uma área maior para os sem-terra, junto com Genoíno e a senadora Heloísa Helena (PT-AL).
Os sem-terra forçaram o cordão de isolamento formado por cordas e militares armados de cassetetes. O confronto só não se consumou porque Genoíno informou que o acordo com o comando da PM estava quase fechado.

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