Quito, 17 (AE-REUTERS) - O governo equatoriano expressou nesta quarta-feira (17) seu enérgico repúdio ao assassinato do deputado opositor Jaime Hurtado, de 52 anos, e de dois de seus acompanhantes, que foram baleados por três desconhecidos em Quito quando saíam do Congresso.
Após o ataque, militantes do partido opositor Movimento Popular Democrático (MPD), ao qual pertencia Hurtado, responsabilizaram o governo do presidente Jamil Mahuad pelo ataque.
O ministro de Governo, Vladimiro Alvarez, disse que o governo não responderá às acusações formuladas pelo MPD.
O diretor do hospital Eugenio Espejo, Ernesto Mantilla, disse que Hurtado morreu em consequência de três impactos de bala.
"Este governo não apenas está matando de fome, mas também está assassinando nossos líderes", disse a jornalistas Luiz Villacis, dirigente da Frente Popular e membro do MPD, agremiação que tem vínculos com diversas centrais de trabalhadores.
Em 1984, Hurtado concorreu à presidência, mas foi derrotado pelo conservador León Febres Cordero. Ele era conhecido por seu envolvimento em greves e outros protestos contra a política econômica do presidente Jamil Mahuad.

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