Assunção, 07 (AE-AP) - O deputado Conrado Pappalardo, 59 anos
acusado de ser um dos autores intelectuais do assassinato do vice-presidente Luis María Argaña, fugiu ontem (06) do Paraguai, provavelmente com destino ao Brasil. Por causa disso, o chefe da Polícia Nacional, Ricardo Caballero, foi demitido. Argaña foi morto em 23 de março. Pappalardo conseguiu sair de sua residência na noite de ontem, segundo uma jornalista da rádio Uno.
Ela acrescentou ainda que ele teria escapado pilotando seu próprio avião, um Cessna monomotor. Há informações de que os responsáveis pela vigilância do aeroporto internacional Silvio Pettirossi também foram demitidos por permitir a fuga do deputado. Ele era constantemente vigiado pela polícia por ordem judicial mas na hora da fuga os agentes abandonaram a guarda.
Caballero foi substituído no posto por Roberto Casto Guillén, em cerimônia na qual compareceu o ministro do Interior, Walter Bower. Na semana passada, o senador Francisco José de Vargas, do Partido Liberal Radical Autênmtico (PLRA), segunda força opositora do pais, lembrou que existe no país uma conspiração entre os chefes policiais para impedir o esclarecimento da morte de Argaña.
Durante 25 anos, no regime ditatorial do general Alfredo Stroessner (1954-1989), Pappalardo foi diretor de protocolo do Palácio de Governo. A partir de 89 se elegeu deputado pelo departamento de Amambay, norte do país. No final dos anos 70, Pappalardo foi envolvido no atentado que custou a vida, em Washington, do ex-chanceler chileno Orlando Letelier.

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