Deputado do PT diz que episódio da PF se encerra com demissão
Brasília, 18 (AE) - O presidente da Comissão de Direitos Humanos (CDH) da Câmara, Nilmário Miranda (PT-MS), informou hoje
em nota, que o episódio da nomeação do delegado João Batista Campelo para a direção-geral da Polícia Federal (PF) se encerra com pedido de demissão do policial. Ele argumentou que o objetivo era verificar as acusações de participação em prática de tortura, que comprometeriam a indicação dele. "Nosso propósito não é nem foi o de buscar punições para um episódio abrangido pela Lei da Anistia", afirmou.
Miranda contou que a comissão cancelou a audiência marcada para terça-feira (22), para ouvir o depoimento de José Antônio Neri e Rosalina Costa Araújo. Ele acrescentou que a lição que fica do episódio é que "todo agente público sabe, agora, que o País não mais tolera a tortura, hoje já tipificada como crime de lesa-humanidade, imprescritível e insuscetível de graça e anistia".





