Curitiba- O deputado federal Hermes Parcianello (PMDB-PR) chegou ontem, por volta de meio-dia e meia, a Nova York, nos Estados Unidos, para buscar informações e fazer pressão em relação ao desaparecimento da estudante paranaense Carla Vicentini, de 22 anos, ocorrido no dia 9 de fevereiro. A família não recebeu nenhuma informação mais precisa sobre as investigações, apenas um telefonema de agentes do FBI que queriam mais detalhes sobre Carla.
Em entrevista à ''Rádio CBN'', em Curitiba, Parcianello disse que no fim da tarde teria um encontro com o cônsul George Prata. Depois disso organizaria suas ações para os dois ou três dias em que pretende permanecer nos Estados Unidos. Apesar de ter pedido à presidência da Câmara dos Deputados a formação de uma comissão oficial, o deputado preferiu viajar sozinho, às suas próprias custas, em razão da urgência. ''Estou cumprindo minha missão como parlamentar brasileiro indignado com a ausência de informações sobre o episódio'', afirmou.
Ele acentuou que precisaria tomar cuidado para ''não avançar a linha vermelha'' e interferir nas investigações. ''Vou tentar espaço na mídia'', afirmou. ''O assunto aqui está morto, não há presença forte na mídia. Se não mobilizar não vai dar em nada. Não vamos saber o que aconteceu com essa cidadã brasileira.'' Parcianello pretende também conversar com os amigos de Carla e, se possível, com a Interpol, para que haja uma união entre os trabalhos do FBI e da Polícia Federal do Brasil.
A estudante brasileira, que tinha decidido viajar no dia 19 de janeiro para os Estados Unidos, a fim de trabalhar e aprender inglês, foi vista pela última vez na madrugada do dia 9, quando saia de um bar em Newark. Ela teria pego uma carona com um americano, com o qual estivera conversando, para ir ao apartamento que divide com a brasiliense Maria Eduarda Ribeiro. O apartamento fica a cerca de quatro quadras do bar. Depois disso não foi mais vista.

mockup