Deputado austríaco detido no Brasil quer extradição
Deputado austríaco
detido no Brasil
quer extradição
France Presse
O deputado do partido da direita nacionalista austríaca Peter Rosenstingl, detido sexta-feira em Fortaleza (CE), nega-se a voltar para a Áustria, esperançoso aparentemente no longo processo judicial para extraditá-lo a seu país. A informação foi emitida ontem pelo Ministério do Interior, em Viena.
Rosenstingl, que estava fugindo desde o final de abril, acusado de fraudes num montante superior a 200 milhões de schillings (US$ 15 milhões), deu a entender, após sua detenção, que voltaria voluntariamente à Áustria, segundo declarou o ministro do Interior, Karl Scloegl.
Aparentemente ele mudou de opinião ao superar o primeiro choque que lhe causou sua detenção, disse ontem o porta-voz do Ministério, Robert Galina. Rosenstingl passou a noite de sexta-feira em um presídio na capital cearense. O ministro austríaco do Interior está em contato permanente com os dois policiais enviados ao Brasil para buscar o deputado.
O pedido oficial de extradição de Rosenstingl chegou ao Brasil, segundo o ministro, mas a decisão só será tomada pela corte suprema brasileira, em processo que pode demorar vários meses.
O jornal Die Presse, de Viena, evoca em sua edição de ontem a eventual implicação de Rosenstingl em um caso de tráfico de drogas em 1996, descoberto pelas autoridades portuguesas em Lisboa.
Uma firma de Nova York implicada no tráfico de 3,5 toneladas de haxixe mantinha relações com várias firmas de Rosenstingls, segundo o jornal, que citou fontes bem informadas.





