Deputado acusa favorecimento de ONGs
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quarta-feira, 20 de julho de 2005
Andréa Bordinhão<br>Equipe da Folha 
Curitiba- Funcionários do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e do Ibama estariam privilegiando determinadas ONGs no processo de criação das Unidades de Conservação na região dos Campos Gerais. A denúncia foi feita pelo deputado federal Max Rosenmann (PMDB) à Procuradoria Geral da República, depois de participar de uma audiência pública com empresários, ruralistas e a população da região de Palmas e Castro. Na denúncia, o deputado afirma que pessoas que participam do processo de criação integram uma ''quadrilha ambiental''.
''A reclamação começou porque o projeto feito pelo Ministério está errado. Tem regiões que atinge plantações, áreas de reflorestamento e de pecuária muito antigas. Muitos agricultores relataram que áreas onde não aconteceu invasões ambientais estão dentro das Unidades e áreas com florestas ficaram de fora. E os próprios representantes da comunidade apresentaram os documentos mostrando que quem formulou os projetos têm vínculos, até familiares, com funcionários do Ministério'', explicou Rosenmann. Além de citar ligações entre membros do MMA e as ONGs que estão elaborando os projetos das Unidades de Conservação, Rosenmann diz que a população interessada não foi ouvida.
Na denúncia, o deputado afirma que a coordenadora das portarias 507 e 508 de 2002, elaboradas pelo MMA e que determinaram a criação das Unidades, Miriam Prochnow, é mulher do presidente da ONG Apremavi, Wigold Schaffer. Em 2002, Schaffer teria participado da elaboração do projeto das Unidades. Atualmente ele está em cargo comissionado no Ministério, antes ocupado pela mulher dele.
Rosenmann afirma que o grupo de trabalho criado para analisar as áreas foi ''montado por pessoas do governo e formalizado com a participação de membros de ONGs e entidades públicas sem nenhuma participação de outros membros da sociedade e interessados.''
No documento entregue ao MP, Rosenmann cita as ONGs SPVS, que ''nunca teria trabalhado com o bioma de araucárias; Mater Natura, da jornalista Tereza Urban, que possui ligação com ONGs de pessoas do próprio Ministério; a Rede de ONGs Mata Atlântica, coordenada por Miriam Prochnow e a TNC, com militância contra o reflorestamento.'' A denúncia encaminhada ao MP federal ainda não foi distribuída a nenhum procurador.


