Para Elza Correia, a estatística apontada pelo Ministério da Saúde pode até ser considerada ''conservadora''. ''Como é tipificado como crime, as mulheres não vão dizer que praticaram aborto''.
A deputada ressalta também o cinismo que permeia a questão, quando mulheres que têm maior poder aquisitivo praticam o aborto em clínicas com todos os cuidados e condições de assepsia, enquanto as mulheres pobres ''fazem isso das formas mais primitivas''.
''Uma mulher que se submete a uma violência contra ela própria não pode ser colocada simplesmente como uma criminosa, é preciso investigar essa causa. Acho que é muito cômodo simplesmente criminalizar o aborto e não se discutir mais isso, enquanto é, sim, uma questão de saúde pública'', afirma.(C.P.)

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