Depressão pós-parto atinge 15%
De acordo com a psicóloga Simone Oliani, especialista em análise do comportamento, não há estatísticas sobre o problema no Brasil, mas sabe-se que nos EUA a depressão pós-parto acomete cerca de 15% das mulheres. Ela pode acontecer em todas as idades, classes sociais e etnias, na primeira gravidez ou com mulheres que já têm filhos, ressalta.
Simone explica que os sintomas e a intensidade com que surgem variam muito para cada mulher, podendo ocorrer mudança de humor grave, indisposição, insônia, ausência ou excesso de apetite, falta de motivação para cuidar do bebê ou de si mesma. Os familiares são aqueles que irão identificar esses sinais e auxiliar a mãe, tanto encaminhando-a para o psicólogo como cercando-a de cuidados em casa: garantindo que ela descanse e se alimente bem, ajudando a cuidar do bebê, ensina. O tratamento inclui medicação e psicoterapia.
Embora a DPP sempre se instale a partir de distúrbios hormonais, ela também pode estar relacionada a aspectos não-biológicos. Não há uma única causa. A mulher pode manifestar a DPP porque tem uma pressão muito grande, sente que a gravidez está atrapalhando a carreira dela, sofre interferência dos familiares, passa por dificuldades financeiras ou outros fatores sócio-culturais, cita. As pessoas costumam partir para o julgamento moral quando vêem uma mãe abandonando ou ferindo os filhos. Muitas vezes ela vai pagar por ter cometido um crime quando, na verdade, precisava de ajuda, conclui. (V.N.)





