Depressão eleva risco de morte em doente com câncer
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segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Folhapress 
São Paulo - Uma meta-análise de 25 estudos, que será publicada em novembro na revista Cancer, mostrou que pacientes com câncer que desenvolvem depressão têm risco de morte 40% maior. Sintomas depressivos elevam o risco em 25%. No entanto, o trabalho, realizado por pesquisadores da Universidade de British Columbia (Canadá) não relacionou os mecanismos pelos quais a depressão contribuiria para um pior prognóstico do câncer.
Fica esquisito, porque, se você não consegue documentar que a depressão faz a doença progredir mais depressa, qual seria a relação causal entre a mortalidade e a depressão?, indaga o oncologista Drauzio Varella.
A menor adesão ao tratamento pode ser uma das explicações para os maiores índices de mortalidade entre os doentes deprimidos. O paciente pode se abandonar, o que o leva a negligenciar o tratamento de alguma forma. Ele pode esquecer a consulta, pular uma sessão de quimioterapia..., afirma Célia Lídia da Costa, diretora do Departamento de Psiquiatria e Psicologia do Hospital A.C. Camargo.
Estima-se que cerca de 30% dos pacientes com câncer desenvolverão depressão em algum estágio da doença. O deprimido não tem vontade de lutar contra a doença. Então as chances desse paciente receber menos tratamento do que o necessário é grande, diz Varella.
Já se sabe que a depressão aumenta o tempo de internação e piora algumas das manifestações do câncer, como dores, fadiga e insônia. Alguns tratamentos trazem desconforto intenso, e a depressão instalada pode fazer com que o paciente tolere menos os efeitos colaterais da terapia e a abandone mais facilmente.


