Depósitos de materiais
proliferam e vendas caem
A mudança no comportamento das famílias que buscam casa própria é sentida também no mercado de insumos. Os pequenos depósitos de materiais de construção chegaram a se unir em uma rede para negociar com mais vantagens com fornecedores e divulgar melhor as ofertas.
‘‘Antes, quando todo mundo trabalhava isolado, a situação era mais complicada’’, explica o diretor da rede, Paulo Roberto Bassi. ‘‘Maringá tem muitas obras, mas tem também muitos depósitos de materiais. Apesar do grande número de construções as vendas estão caindo porque todo dia abre um depósito novo’’.
Pelos cálculos da rede, a cidade tem hoje cerca de 300 depósitos de materiais de construção. O que acaba ajudando a pessoa que está construindo porque a concorrência derruba os preços. Para o imobiliarista Aerce Franco, que trabalha exclusivamente com venda de loteamentos, a cada três ou quatro meses Maringá ‘‘fecha’’ um bairro novo. ‘‘São áreas abertas para todos os lados da cidade e a preços e condições para qualquer bolso’’, afirma. Franco revela que 90% dos compradores são pessoas da cidade, que estão construindo a primeira casa.
A maior parte dos compradores, 95% segundo ele, compram a prazo. As prestações variam de R$ 100,00, em áreas mais distantes, a R$ 500,00, nos vazios próximos a bairros valorizados. ‘‘A demanda deve se manter por alguns anos porque muita gente de fora está vindo para Maringᒒ, diz.
O presidente do Sindicato da Habitação (Secovi-Pr), Hudson Bonomo, de Maringá, as mudanças na economia não alteraram as vantagens de se investir em imóveis na cidade. Uma mostra do desenvolvimento de Maringá, segundo Bonomo, é o crescimento do setor educacional, que ganhou mais três faculdades, e o industrial que gerou mais de 2 mil empregos nos últimos dois anos. (M.Z.)

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