Curitiba - A professora da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Marileia Scartezini, doutora em genética do colesterol, descobriu um genótipo marcador para as doenças arteriais coronarianas no gene da apolipoproteína B. Ela pesquisou pacientes enfartados com cateterismo e comparou com os dados de pacientes com cateterismo, mas sem doenças arteriais coronarianas. Os indivíduos que apresentavam o genótipo tinham três vezes mais chance de enfartar do que os demais genótipos.
A herança genética coloca o administrador de empresas Nelson Rebelato, 28 anos, no grupo de maior risco de doenças do coração. Ele procurou a campanha para fazer o teste de colesterol por causa do histórico familiar. ''Meu avô e meu pai morreram por problemas cardíacos, então eu procuro monitorar meu colesterol.'' Até hoje, ele sempre teve resultados positivos e por isso acaba não se cuidando.
Além dos fatores genéticos, questões ambientais e algumas doenças aumentam as chances de se ter doenças arteriais coronarianas. O risco é maior para pessoas que se alimentam de maneira inadequada, não praticam exercícios, consomem bebidas alcoólicas e tabaco. Quem tem hipotireoidismo, diabetes e doenças renais também deve monitorar os índices de colesterol com mais frequência.
As pesquisas mais recentes nos Estados Unidos mostram que as mulheres estão superando os homens nos índices de colesterol elevado. De acordo com a médica Marileia Scartezini, isso acontece devido às mudanças no estilo de vida das mulheres, cada vez mais estressadas, com menos tempo para fazer exercícios, fumando e bebendo mais. Até a menopausa, as mulheres estão protegidas pelos hormônios femininos, que produzem o colesterol bom (HDL-C), mas depois se igualam aos homens no risco de terem doenças do coração.
A Associação Americana de Cardiologia recomenda que a partir dos 20 anos, todas as pessoas passem a fazer testes de colesterol a cada cinco anos e, a partir dos 40, anualmente. (M.K.)

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