Depois do carnaval, a virose
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terça-feira, 08 de março de 2011
Davi Baldussi <br> Reportagem Local 
Londrina - A estação mais quente do ano é marcada pelo aumento do número de casos de gastroenterites - viroses que atacam, principalmente, a parte intestinal. E é exatamente isso que acontece no período carnavalesco e depois da folia.
Após a Quarta-feira de Cinzas, centenas de pessoas são acometidas por doenças como viroses, conjuntivite, hepatite e mononucleose, conhecida popularmente como a doença do beijo.
As viroses, geralmente, acometem os foliões nos primeiros dias pós-Carnaval e chegam a ser tão tradicionais na folia quanto os trios elétricos. Os principais sintomas costumam ser febre, diarreia, náuseas, tontura e sensação de fraqueza.
De acordo com o infectologista Arilson Morimoto, os foliões adoecem por que não tomam cuidados básicos de higiene, alimentação e também não repousam adequadamente. ''É comum as pessoas dormirem menos nesta época do ano. Então, por causa da falta de descanso apropriado, as defesas do corpo abaixam'', comentou.
Outro fator que contribui para que a imunidade diminua é a alimentação imprópria. ''Ao contrário de ter um almoço equilibrado com salada, arroz, feijão, por exemplo, um folião acaba não comendo nada ou só um salgado'', apontou.
Há 15 dias em Londrina, o eletricista Nelson Machado, natural de Irati (Sudeste), afirma que sempre procura tomar cuidados para não contrair viroses. ''Busco me alimentar corretamente. E também limpar as tampas das latinhas que tomo'', disse, enquanto apreciava uma das apresentações carnavalescas da cidade na Concha Acústica.
O estudante de ciências sociais Klaus Kux também toma preucações. ''Não tomo água nem como alimento que não sei a procedência'', garantiu.
E a preocupação dos foliões tem fundamento. Segundo Morimoto, a higiene pessoal é uma forma importante de evitar as viroses. ''Quando participar de uma festa, em meio a muita gente, é importante sempre lavar as mãos, pois o contato é praticamente inevitável.''
Para o infectologista, essa é uma das principais causas de conjuntivite, comum nessa época do ano. A hepatite A também é uma grande vilã nesse período e decorre normalmente quando várias pessoas compartilham os mesmos utensílios.
Morador da Região Central de Londrina, Andro Henrique Campos, educador social, mal se lembra da última vez que teve virose. ''Sempre me cuido, me alimento bem, tomando bastante água e cuidando da higiene pessoal'', afirmou.
Portanto, para evitar os problemas de saúde que acompanham a ressaca pós-carnavalesca, é indicado beber muito líquido, evitar o consumo exagerado de bebidas alcoólicas e comportamento sexual de risco. Essas atitudes ajudam a afastar a possibilidade de transformar os dias pós-folia em um pesadelo.(Com Agência Graffo)


