Brasília, 25 (AE) - O ministro da Fazenda, Pedro Malan, encerrou há pouco seu pronunciamento no plenário II da Câmara, onde se encontra juntamente com o presidente do Banco Central, Armínio Fraga Neto, para novamente expor detalhes da renegociação do acordo firmado pelo País com o Fundo Monetário Internacional no fim do ano passado. O ministro relatou que voltou de seu road show à Europa, encerrrado na semana passada, "com a clara percepção de que as perspectivas sobre o Brasil no cenário internacional já melhoraram e vão melhorar ainda mais, na medida em que for consolidado o programa de ajuste".
Ele informou, ainda, a parlamentares de cinco comissões técnicas que o convidaram, que o acordo de ajuda financeira firmado com os bancos estrangeiros continua igual ao que foi aprovado pelo Senado. O ministro apresentou as tabelas do memorando técnico de entendimento firmado com o FMI e disse que, tão logo o memorando seja aprovado pelo board do FMI, no próximo dia 30, o Brasil poderá contar com a segunda parcela parcela de US$ 8,6 bilhões do socorro total de US$ 41,5 bilhões negociado.
Malan ressaltou que, pela primeira vez, o programa do Fundo considerou como critério de desempenho o resultado primário do setor público, e não o nominal. Ressaltou, também, que foi por insistência do governo brasileiro que foi considerada como meta indicativa do programa a estabilização da relação entre dívida líquida e Produto Interno Bruto (PIB).

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