Depois de Macau, China joga tudo por Taiwan.
Pequim, 20 (AE-AP) - Com o controle de Macau já consolidado, o presidente da China, Jiang Zemin, focalizou suas atenções em Taiwan, afirmando hoje (20) que Pequim está determinada a recuperar a ilha o mais rápido possível.
Em um discurso ainda em comemoração ao retorno de Macau, Jiang alertou Taipé contra qualquer tentativa de declarar independência, afirmando: "O governo e o povo chineses nunca tolerarão qualquer tentativa de separação da China".
Mesmo com uma objeção veemente de Taiwan, Jiang conclamou Taipé à reunificação na fórmula "um país, dois sistema", que permitiu com que Hong Kong e Macau mantivessem seus sistemas capitalistas ao mesmo tempo em que são administradas pelo PC chinês.
Depois do retorno de Hong Kong há dois anos e meio, a China recuperou Macau no domingo, restando apenas Taiwan como território reclamado pelos chineses.
"A reunificação é um fato histórico e inevitável que nenhuma força na terra poderá resistir", disse Zemin em seu discurso. "Temos tanto a determinação e a habilidade para resolver a questão de Taiwan o mais rápido possível".
Também hoje, cerca de quinhentos soldados do Exército de Libertação Popular entraram em Macau, 12 horas após Portugal ter transferido para Pequim o controle do enclave que governou durante 442 anos.
As ruas de Macau foram tomadas por dezenas de milhares de pessoas, que assobiaram e agitaram faixas e bandeiras quando os caminhões transportando os soldados chineses chegaram ao centro da cidade, procedentes da vizinha Zhuhai, do outro lado da fronteira com a China.
A recepção calorosa deve-se, em parte, à crença dos moradores de que o Exército conseguirá combater a violência gerada pelos grupos que disputam os lucrativos cassinos de Macau.





