A primeira cidade atingida pelas chuvas de novembro foi Bandeirantes (Norte Pioneiro), no dia 8. Pouco mais de um mês depois do temporal acompanhado de ventos de 100 km/h, os moradores ainda lembram assustados do episódio. No centro da cidade, um supermercado ficou totalmente destruído pelo vendaval. Todo o telhado cedeu e uma armação metálica que ficava no pátio foi retorcida. No fim da semana passada, os operários ainda trabalhavam na reforma. O prejuízo não foi divulgado pela rede de supermercados com sede em Maringá. Já na Avenida João da Silva Cravo, a galeria pluvial não conseguiu escoar todo o volume de água acumulado. Um grande buraco se abriu na baixada que dá acesso ao Cemitério Municipal.
Na mesma região, um casa totalmente destelhada guarda os vestígios do dia do temporal. Pela janela é possível ver móveis e um colchão que foram deixados para trás. "A nossa sorte é que a nuvem funil não tocou o chão. Pelo que os especialistas explicaram, se tivesse tocado, tinha destruído tudo aqui", pondera o coordenador de projetos da Prefeitura, Carlos Elias Tostes. Ele ressalta que os maiores prejuízos são com relação às pontes, estradas rurais e pavimentação.
A dona de casa Irene Maria Machado Paes, de 57 anos, foi uma das mais atingidas. O vendaval destruiu o prédio de uma metalúrgica vizinha. Durante a passagem da nuvem funil, grandes peças de metal foram carregadas e atiradas contra a casa dela. A casa simples no Jardim Bela Vista segue com aspecto de ter sido bombardeada. "Foi horrível ver aquele monte de tijolo e ferro voando. Onde batia, destruía tudo. Fico rezando para nunca mais passar por isso."
Tostes informa que as equipes da Secretaria de Obras estão trabalhando na reconstrução dos danos e a Assistência Social presta auxílio aos atingidos. "Começamos pelas obras emergenciais, agora já temos condições de atender as situações pontuais. Pelo alto custo para fazer todos os reparos, precisaremos de ajuda, por isso decretamos a situação de emergência", explica. (C.F.)

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