Depoimentos tentam comprovar tortura de acusados
James Alberti
De Curitiba
A leitura dos autos do processo de três dos sete acusados do assassinato do menino Evandro Ramos Caetano, 7 anos, deve acabar hoje à noite, sexto dia do julgamento, confirmando as previsões dos advogados. Cerca de 40% das peças foram suprimidas, tanto pela acusação quanto defesa, para evitar maior cansaço. Ontem poucas pessoas acompanhavam a leitura dos autos de defesa, no Fórum de São José dos Pinhais.
Estão sendo julgados Osvaldo Marcineiro, Vicente de Paula Ferreira e Davi dos Santos Soares. Os três são julgados pela autoria do crime. Evandro desapareceu no dia 6 de abril de 1992 e teria sido morto em um ritual de magia negra no dia seguinte, em Guaratuba. Dos sete acusados, foram julgados, no ano passado, somente Beatriz e Celina Abagge, acusadas de ter encomendado o ritual de magia negra para melhorar a situação financeira das empresas da família.
Durante a leitura de ontem, foram apresentados depoimentos de testemunhas que confirmam as torturas, que teriam gerado as confissões dos acusados. A negativa de autoria, baseada na confissão sob tortura, foi a tese que inocentou as Abagge e é usada agora pelo advogado de defesa Álvaro Borges Júnior.
A leitura das 270 laudas da sentença de pronúncia de defesa do primeiro julgamento foi criticada pelo promotor Dicesar Augusto Krepsky. Para ele, a leitura é uma estratégia de Borges para minimizar o efeito causado pelos autos de acusação.





