De acordo com assessores do Departamento de Inteligência e Segurança da Costa Rica, Jorgina estava muito nervosa quando prestou depoimento ontem durante duas horas à juíza Maria de Los Angeles Arana. A brasileira foi examinada pelo Instituto Médico Legal da Costa Rica para comprovação de identidade, antes de ser encaminhada para a Penitenciária Bom Pastor.
O Brasil enviou um pedido de extradição de Jorgina, com informações sobre o processo em que ela foi condenada no País, para o governo da Costa Rica em 1994, quando a mesma documentação foi encaminhada também para os EUA e Nicarágua. ‘‘Mas, quando teve indícios mais fortes da presença da advogada na Costa Rica, em setembro passado, o Brasil renovou o pedido de extradição’’, disse ontem um assessor do Ministério das Relações Exteriores.
O advogado brasileiro de Jorgina, o criminalista Felipe Amodeo viajou ontem para a Costa Rica com o objetivo de apresentar às autoridades locais a tese de que sua cliente é vítima de perseguições políticas. Amodeo levou documentos que, de acordo com sua estratégia de defesa, procurarão mostrar que a advogada não teve chances reais de defesa nos processos que resultaram em condenações.

mockup