São Paulo, 12 (AE) - A traficante Sonia Aparecida Rossi prestou depoimento à CPI e pouco esclareceu sobre a participação que policiais tiveram quando foi libertada da cadeia em Campinas.
Quando da passagem da CPI pela cidade, os deputados apuraram que Maria do Pó foi presa em 1999, com seu companheiro Cláudio da Silva Santos com 340 quilos de cocaína, mas teria conseguido ser libertada por policiais. Fato mais grave é que ela foi considerada como uma simples testemunha.
"Não me lembro" e "não sei dizer" foras as duas frases mais repetidas durante seu depoimento na CPI.
O único questionamento que a traficante respondia rapidamente era de que elas e seus companheiros não tinham qualquer vínculo com policiais de Campinas. No meio do depoimento, Sonia encontrou-se com seu companheiro, que foi ouvido pela manhã na CPI para analisarem se aceitava a proposta feita pelos integrantes da comissão, de ambos participarem do programa réu colaborador, que prevê redução de pena e proteção pessoal, entre outros benefícios.
Às 21 o depoimento público de Sonia foi interrompido para que se prosseguisse e sessão reservada. Era dessa forma que os deputados esperavam convence-la a colaborar.
Desde que foi presa na semana passada, Sonia já ouviu e recusou propostas semelhantes feitas pela Polícia Federal e pela corregedoria da Polícia Civil de São Paulo.

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