Depoimento de ex-padre é interrompido
Brasília, 16 (AE) - A Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados suspendeu por instantes o depoimento do professor e ex-padre José Antonio Magalhães Monteiro, que, nos primeiros 20 minutos de depoimento, reafirmou com ênfase ter sido torturado, em 1970, pelo delegado João Batista Campelo, empossado ontem no cargo de diretor-geral da Polícia Federal. A interrupção no depoimento foi feita porque Monteiro voltou a passar mal. Ele está com pressão alta e tremendo muito, o que atribui às pressões que vem sofrendo por causa da denúncia que faz contra Campelo. O depoente está sendo atendido por médicos da Câmara dos Deputados. No depoimento, ele afirmou que Campelo se encontrava presente e viu quando ele, Monteiro, era submetido ao instrumento de tortura conhecido como "pau-de-arara" - em que o torturado é mantido dependurado de cabeça para baixo enquanto é espancado e interrogado - e que o inquiriu exigindo que assinasse um documento que ele, Monteiro, nem havia lido. Campelo, na época, chefiava a Polícia Federal do Maranhão.





