Brasília, 17 (AE) - A sessão da Comissão de Direitos Humanos da Câmara para os esclarecimentos do diretor-geral da Polícia Federal, João Batista Campelo, acusado de ter participado de práticas de tortura durante a ditadura, foi suspensa por dez minutos. A sessão foi interrompida logo após um tumulto na comissão, depois que o diretor da PF alegou que não se sentia em condições psicológicas de continuar prestando esclarecimentos, uma vez que o presidente da comissão, deputado Nilmário Miranda, já havia proposto o seu afastamento do cargo, sem antes ouvir o depoimento.
O deputado explicou que a proposta constava apenas de relatório ainda não colocado em votação, na comissão. Parlamentares da base governista tentaram esvaziar a sessão para supendê-la. O senador Eduardo Suplicy (PT-SP), fez questão de sentar-se à mesa da comissão, o que também já provocou protestos. O líder do PT na Câmara, José Genoíno, pediu a Suplicy que não falasse nada para que a sessão não fosse suspensa. A sessão foi interrompida por 10 minutos, com a garantia de Campelo de que continuará na comissão.

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