São Paulo, 23 (AE) - O depoimento da ambulante Maria Olívia dos Santos, que trabalha há 19 anos no Largo da Concórdia
não trouxe grandes novidades à CPI da Máfia dos Fiscais. "Não acrescentou muita coisa", disse o relator da comissão, vereador Milton Leite. A ambulante, que já prestou depoimento à polícia, contou que tentou denunciar ao ex-secretário Mário Savelli as cobranças de propinas e irregularidades na distribuição de barracas, mas não foi ouvida. "Ele me pediu para formar uma comissão de oito pessoas, mas nunca nos recebeu".
Maria também citou a assistente social Sandra Monte como outra pessoa para quem ela teria tentado apresentar as denúncias de corrupção, sem muito sucesso. Como o ambulante Hamurabi Perera de Oliveira, Maria disse ter ouvido falar que o representante da W.Sita José Novaes seria parente de Savelli. "Perguntei isso para ele, mas ele disse que não tinha nada com o secretário". Os dois camelôs também confirmaram ter ouvido do comerciante Youssef Dawalibi, o Jô, que havia sido feita uma arrecadação entre lojistas de mais de R$ 400 mil para a campanha do vereador Hanna Garib, então candidato a deputado estadual.
A ambulante disse ainda ter visto, em duas ocasiões, um carro verde - que ela não soube dizer se era uma Topic ou uma Besta -, com o nome de Garib pintado, entrando vazio na Administração Regional da Sé e saindo de lá com diversos homens. "Mas não sei quem eram".

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