Depoimento da acusada de morte de porteiro é adiado
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sexta-feira, 07 de dezembro de 2018
Pedro Moraes <br> Reportagem Local 

O depoimento de Luciana Vieira Siqueira, 32, acusada da morte do porteiro Júlio Cesar Fernandes, 41, em decorrência a um acidente de trânsito, foi remarcado para o dia 28 de janeiro. A ré se apresentou, na 1ª Vara Criminal de Londrina, na tarde de sexta-feira (7), mas a ausência de três testemunhas causou o adiamento. Ela foi denunciada por homicídio doloso eventual por dirigir em alta velocidade alcoolizada e avançar o sinal vermelho. A motorista, que é formada em Direito, acabou por atingir a moto que a vítima dirigia em direção à sua casa, no KM 156 da rodovia BR-369, próximo ao Parque de Exposições Ney Braga, na madrugada do dia 15 de agosto.
Na audiência foi ouvido somente o policial rodoviário federal Marcus Cesar Bonache. O agente relatou como foi feito o atendimento no local, momentos depois do acidente, e fez questão de ressaltar o comportamento de Luciana Siqueira naquela ocasião. "No momento (do acidente), até por causa da embriaguez, ela estava muito exaltada, arrogante, muito preocupada com o cabelo. E a gente ficou chocado. Uma vítima em óbito e ela preocupada com outras situações, até por causa do álcool", afirmou o policial à juíza substituta Claudia Andrea Bertolla Alves.
O policial ainda relatou que o veículo da ré, um Toyota Etios, ficou bastante destruído, assim como a motocicleta que se dirigia de Londrina para Cambé. Enquanto era atendida por policiais e bombeiros, Siqueira foi submetida ao teste do etilômetro, no qual foi constatada a presença de 0,64 miligramas de álcool por litro, quando o permitido é 0,04. Os agentes também relataram que encontraram uma cartela de antidepressivo no veículo, que, além de colidir com a moto, bateu em uma árvore.
As outras testemunhas esperadas na audiência de instrução de julgamento eram o policial rodoviário federal Caio Cesar Ferenshitz Nogueira, que estaria de férias e, por isso, não compareceu, e um casal que presenciou o acidente. Lucas Peron Cardoso e Hiana Araújo David teriam visto Siqueira saindo de uma lanchonete na avenida Tiradentes e tentaram impedir que ela continuasse dirigindo. A Justiça ainda não conseguiu intimá-los.
Na porta da sala de audiência, familiares de Júlio Cesar Fernandes aguardavam as informações sobre a audiência vestindo camisas com a foto do porteiro. A viúva, Maria Zenaide dos Santos Fontana, afirmou ter um fio de esperança na Justiça. "Luciana já me pediu perdão, disse que se arrependeu. Eu perdoo, mas não posso deixar de pedir que a justiça seja feita. Meu marido voltava para casa depois do trabalho, um homem bom, amigo, que perdeu a vida por um ato de irresponsabilidade", afirmou a viúva, que deixou a audiência chorando.
Depois do acidente, Luciana Siqueira ficou alguns dias internada na UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) do Hospital do Coração e ainda, durante esse período, pagou a fiança de R$ 3.180 para responder ao processo em liberdade. A fiança ainda impõe que ela não saia de sua residência entre 21h e 6h e compareça mensalmente à justiça. A motorista ainda teve a CNH (Carteira Nacional de Habilitação) recolhida e foi vetada de dirigir por um ano.


