Curitiba - A boa notícia é que a dependência do cigarro tem tratamentos. Segundo o psicólogo Dionísio Banaszewski, em muitos casos o fumante pode necessitar de auxílio médico ou psicológico para isso. ''Para parar de fumar a pessoa tem que saber o que o cigarro representa para ela, o que ele substitui, como com qualquer outra droga'', diz.
''Eu me senti um vitorioso'', resume o publicitário Fhabyo Matesick, que conseguiu parar de fumar na virada do ano entre 2002 e 2003. Fhabyo, na verdade, tem mesmo muito a comemorar. Estatísticas mostram que apenas 15% dos fumantes conseguem abandonar o vício. ''Eu larguei como comecei, brincando. Primeiro só fumava aquele cigarro de canela, depois passei para outro e já estava fumando duas carteiras por dia'', fala.
Ele conta que ele e a mulher, a jornalista Fernanda, passavam o réveillon na praia de Garopaba (SC), quando pensaram em parar de fumar. ''De manhã saí para surfar, depois peguei um cigarro e uma cerveja e fui andar na praia. Olhei para o lado e vi toda aquela gente bonita, sarada e pensei no que é que eu tinha virado'', diz. No final da tarde, foi Fernanda quem trouxe o assunto à tona: ''Vamos parar de fumar a partir do dia 1º?'', perguntou.
Entre a pergunta e a meia-noite, os dois trataram de fumar quase uma carteira inteira. ''Sobraram dois cigarros, que deixei no criado-mudo caso desse aquela vontade'', revela. Ele conta que foi difícil. Passou muita vontade, principalmente após as refeições ou quando tomava uma cervejinha com os amigos, momentos em que sempre fumava antes. Como resultado, engordou seis quilos, peso que acabou perdendo mais tarde.
Hoje, com uma filha de um ano e quatro meses, os dois não fumam mais. Fhabyo pega uma cigarrilha de vez em quando, mesmo sabendo que esse hábito pode levá-lo de novo ao vício. Mas ele comemora os resultados desses dois anos e meio como ex-fumante. ''Hoje chego em casa e não sinto mais aquele cheiro horrível de cigarro. A casa só tem cheiro de nenê''.(M.G.)

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