Depen lança grupo de intervenção penitenciária
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quinta-feira, 02 de outubro de 2014
Diego Prazeres<br>Reportagem Local 
Londrina - A três dias das eleições, o Departamento de Execução Penal (Depen) anunciou ontem a implementação do grupo de intervenção penitenciária para atuar em momentos de crise nas unidades prisionais das regiões de Londrina e Maringá. O projeto do Serviço de Operações Especiais (SOE) da Divisão de Operações de Segurança do Depen já funciona nos complexos penais de Curitiba e Região Metropolitana de Foz do Iguaçu. A cerimônia de lançamento do programa no Norte do Estado ocorreu ontem, no auditório da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil).
Segundo o agente penitenciário e chefe da Divisão de Operações de Segurança do Depen, órgão subordinado à Secretaria Estadual de Justiça e Cidadania (Seju), Humberto Benigno, cerca de 30 agentes concursados estão em fase de treinamento para atuar em Londrina e Maringá. Eles receberam aulas de técnicas de segurança preventiva com a Polícia Militar e participarão de um treinamento intensivo de intervenção prisional com uma equipe do SOE vinda de Curitiba para concluir a preparação. A previsão é que eles sejam formados em duas semanas. "O treinamento consiste em preparar o agente física e psicologicamente para atender uma crise, como por exemplo no início de uma rebelião com uso de armas pontiagudas por parte dos apenados e tomada de refém. O grupo faz a primeira intervenção e prepara todo o teatro operacional para que o Choque e a Polícia Militar desenvolvam o trabalho de negociação", explicou. A equipe atuará com fardamento específico e armamento calibre 12, com munição de impacto não letal.
Sobre o lançamento do programa em Londrina às vésperas das eleições, Benigno disse que o projeto teve início em 2013, com formação continuada e treinamento intensivo, e que por demandar treinamento e capacitação "só agora conseguimos implantar aqui". Na avaliação do coordenador da Pastoral Carcerária da Arquidiocese de Londrina, padre Edivan Pedro dos Santos, o SOE deveria ter como lógica atuar na prevenção de crises e não quando elas já começaram. "É um grupo de força. Se precisa desse grupo, é porque o nosso tratamento penal é horrível", questionou.


