Belo Horizonte, 20 (AE) - O governador de Minas, Itamar Franco (sem partido), demitiu, no final da tarde, o secretário de Saúde, Armando Costa (PMDB), em razão das denúncias de irregularidades na Fundação Hospitalar do Estado (Fhemig). O substituto será o deputado estadual Adelmo Carneiro Leão , do PT
partido que vinha pressionando o governador a demitir Costa. O superintendente da Fhemig, João Batista Magro, também foi exonerado, assim como o restante da diretoria.
Itamar também convocou para amanhã (21) uma reunião de emergência com o secretariado, para discutir as acusações contra a administração estadual. O Ministério Público já abriu, em menos de 40 dias, três inquéritos sobre o assunto. Dois deles apuram a contratação de empreiteiras sem licitação, pela Secretaeria de Obras Públicas e o DER, e de uma agência de publicidade para o anúncio do fim da moratória, ainda em fevereiro. O último investiga supostas fraudes em concorrências da Fhemig.
Armando Costa, articulador da aliança entre Itamar e Newton Cardoso, que viabilizou a chapa do PMDB na eleição passada, é o segundo demitido por suspeitas de irregularidade. O primeiro foi o de Obras Públicas, Maurício Guedes, que perdeu o cargo com o diretor do DER, Antônio Bortoletti. Os dois, indicados por Newton, teriam colocado os cargos à disposição enquanto se investiga a contratação de empresas para obras em estradas do Sul de Minas. As licitações foram suspensas.
No caso da Fhemig, Itamar demitira na semana passada dois diretores do órgão - Leonardo Barros e Jésus Almeida - depois que deputados de oposição denunciaram uma concorrência de "cartas marcadas" para a escolha da empresa que responderia pela lavagem de roupas de 16 hospitais mineiros. A vencedora foi a carioca Brasil Sul, mas a licitação também foi suspensa pelo governador. Os dois demitidos alegam que foram usados como "bodes expiatórios", já que teriam sido contrários à concorrência, desde o início.

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