Salvador, 18 (AE) - Enquanto alguns municípios baianos estão aplicando corretamente os recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef), outros são acusados de desviar o dinheiro. A Associação dos Professores Licenciados da Bahia (APLB) entregou, hoje, à Procuradoria da República no Estado, um dossiê relatando vários casos de malversação de verbas e irregularidades praticadas por prefeituras que receberam recursos do Fundef e não aplicaram na educação.
Um dos casos mais graves é o da prefeitura de Serrinha, a 173 quilômetros de Salvador, onde a APLB conseguiu uma cópia da folha de pagamentos do município. A entidade informa que o dinheiro do MEC foi usado para pagar o subdelegado, o telegrafista e outros funcionários.
Outros municípios estão pagando salários abaixo do previsto e com atraso. Alguns, como Pedrão e Santo Estevão, devem até 13.º salário. Em Irará, a prefeitura apresentou um relatório informando ter gasto R$ 21 mil na reforma da escola sem que a obra tenha começado. A entidade informa que alguns prefeitos estão fraudando a formação dos conselhos responsáveis pela aplicação dos recursos.

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