Genebra, 10 (AE-AP) - Coincidindo com a abertura da sessão anual da Comissão de Direitos Humanos da ONU, um grupo ativista contra a tortura denunciou à organização 2.169 casos mundiais de tortura infantil em mais de 30 países, entre eles o Brasil, assegurando porém que a verdadeira cifra de casos do gênero ascende a milhões.
"Para muitas crianças de todo o mundo, a tortura constitui parte do cotidiano de sua vida", declarou Eric Sottas, diretor da Organização Mundial contra a Tortura, ao entregar o relatório intitutulado "Crime Ocultos".
Em 327 páginas, o informe, baseado em estudos realizados entre 1995 e 1998 relata abusos cometidos em países como Brasil, Bahrein e México, onde é possível documentar tais casos. Já em outros países como Serra Leoa e Congo, observou Sottas, a situação é muito pior, mas difícil de observar.
Na opinião de Sottas, "as crianças se transformam cada vez mais em alvos (da violência) em regimes repressivos", sofrendo as mesmas torturas aplicadas aos adultos o que inclui sequestros, violações, trabalhos forçados, abuso sexual e até mesmo execuções , além de participarem das privações de alimentos e água e detenções sofridas por seus familiares.
A organização considera como tortura não só os atos praticados por autoridades como por qualquer adulto.

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