Denúncia do Ibama reduz protestos de madeireiros
PUBLICAÇÃO
sábado, 29 de novembro de 2003
Agência Estado 
Belém - Acuados pelas denúncias de fraudes em 1.263 planos de manejo, feitas quinta-feira pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), os madeireiros do Pará reduziram a intensidade dos protestos contra a fiscalização e apreensão de toras extraídas ilegalmente da floresta amazônica que haviam programado para ontem. Apenas a rodovia PA-140, entre os municípios de Tomé-Açu, Quatro-Bocas e Paragominas foi interditada por algumas horas.
Em Altamira e em outros municípíos as manifestações contra o Ibama e a presença de ambientalistas do movimento Greenpeace no Estado não causaram maiores problemas ao tráfego de veículos . Os madeireiros reivindicam que o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária faça a regularização fundiária em áreas de extração madeireira para que o Ibama aprove os projetos de manejo. Caso isso não aconteça, ameaçam fazer novas manifestações, com o fechamento de rodovias.
O advogado do Sindicato das Indústrias Madeireiras do Vale do Acará, Jorge Pimentel, disse que as manifestações de ontem serviram para ''denunciar os prejuízos que o Ibama tem trazido para a atividade madeireira''. Ele citou o exemplo de vários projetos de manejo suspensos pelo Ibama sob a alegação de que os títulos de posse emitidos pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária e pelo Instituto de Terras do Pará não tinham validade.


