Denúncia do caso Tayná deve sair em 15 dias
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quinta-feira, 15 de agosto de 2013
Rubens Chueire Jr.<br>Reportagem Local 
Curitiba - O Ministério Público do Paraná (MPPR) anunciou ontem que pode oferecer denúncia sobre o caso Tayná no prazo de 15 dias. Neste período, novas provas periciais e testemunhais serão analisadas pelos promotores. O delegado Guilherme Rangel, que também investiga a morte da adolescente, havia pedido nesta semana mais 30 dias para concluir o inquérito policial.
"Chegaram novas provas e estas serão analisadas, além de podermos realizar novas diligências nas próximas duas semanas. Há uma expectativa positiva por parte do MPPR, mas não podemos adiantar nada. Tanto há probabilidade de iniciarmos um processo quanto de esperamos alguma nova prova porque no início da próxima semana vamos colher mais elementos", informou o promotor Paulo Markowicz de Lima.
Segundo ele, esses novos elementos podem confirmar a existência de outros suspeitos do crime. Todas as evidências estão sendo avaliadas, inclusive a confissão extrajudicial dos quatro suspeitos presos inicialmente, que, de acordo com Lima, é uma prova válida, mas terá que ser confrontada com outros elementos. "Queremos fazer uma análise mais completa. Por parte do delegado ele entende que é necessário estender o prazo. O MPPR vai decidir em 15 dias se concorda ou não com este pedido. Se acharmos as provas suficientes, vamos oferecer denúncia", reforçou. Lima informou que não pode adiantar quais são as novas provas, uma vez que a investigação está sob segredo de Justiça.
O caso
A investigação sobre o assassinato da adolescente Tayná Adriane da Silva, de 14 anos, foi reiniciada no dia 15 de julho, após determinação da Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp). O primeiro inquérito, que apontava o envolvimento de quatro suspeitos (Adriano Batista, de 23 anos, Sérgio Amorin da Silva Filho, de 22, Paulo Henrique Camargo Cunha, de 25, e Ezequiel Batista, de 22), não foi acatado pelo MPPR. Os promotores consideraram que não tinham provas suficientes para oferecer denúncia contra os rapazes.
O trabalho inicial de investigação foi posto em cheque por um laudo pericial que apontou que o sêmen encontrado na calcinha da jovem não batia com o DNA de nenhum dos suspeitos. Tayná desapareceu no dia 25 de junho no bairro São Dimas, em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). No dia 28, o corpo da adolescente foi encontrado em um poço em um terreno baldio.


