Carlos Mendes
Agência Estado
De Tucuruí
A juíza Maria Vanda Valente, de Tucuruí, no Sudeste do Pará, está sendo acusada pelo promotor de Justiça, Mauro Mendes de Almeida, de ‘‘vender sentenças’’ e ter ligação com poderosos e traficantes da região. Almeida contou que o integrante de uma quadrilha de assaltantes de banco, Carlos Humberto Adami, ganhou um alvará de soltura da juíza, mesmo depois de ter sido preso em flagrante. A Polícia Civil não liberou Adami e o transferiu de Tucuruí para Belém.
Segundo o promotor, a juíza ficou indignada, pegou um avião no dia 15 e foi para Belém soltar Adami. Ele denunciou ainda que Maria Vanda apreendeu um carro roubado e o entregou a um oficial de Justiça, que circula com o automóvel pelas ruas de Tucuruí. Após a denúncia, feita no gabinete do chefe da Polícia Civil no Pará, João Moraes, o promotor pediu garantias de vida, afirmando estar sendo ameaçado de morte. Ele disse que iria mandar um dossiê contra a juíza à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Judiciário.
‘‘Toda vez que eu dou algum despacho que contraria seus interesses, esse promotor começa a falar mal de mim’’, reagiu a juíza. Ela disse que mandou soltar Adami porque ele estava sendo ‘‘torturado na delegacia’’. A juíza também acusa Almeida de receber propina.

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