Denúncia de fraude eleitoral em campanha de Fujimori
Lima, 21 (AE-ANSA) - A menos de sete semanas das eleições presidenciais no Peru, o panorama político se torna cada vez mais confuso e incerto em meio à crescente denúncia da existência de fraudes a favor da reeleição do presidente Alberto Fujimori.
Organismos de observadores internacionais reiteram sua advertência de que o processo eleitoral peruano não conta com as mínimas garantias para sua realização, enquanto os observadores locais enfrentam duras críticas dos setores governistas.
A campanha eleitoral de Fujimori está sendo realizada com maior intensidade nas áreas mais pobres do país, onde a mensagem política tenta passar a certeza de que o presidente é o "único que garantirá um país com futuro".
Fujimori, que atualmente conta com 39% da preferência do eleitorado, foi eleito em 1990 e, depois de um golpe de Estado em 5 de abril de 1992, assinou uma nova Constituição que não prevê a uma segunda reeleição consecutiva. Entretanto, os governistas aprovaram no Congresso uma "interpretação" para facilitar a continuidade do atual presidente no poder.
Os principais rivais de Fujimori o acusam de manipular o processo eleitoral com ações políticas que incluem, entre outros aspectos, a maciça distribuição de alimentos e a promessa de distribuir terrenos aos mais pobres.





