Brasília, 12 (AE) - O presidente do PMDB, Jáder Barbalho
disse que as iniciativas tomadas pelo Banco Central e pelo Ministério da Justiça para apurar denúncia de corrupção no Banco Central, publicada pela revista Veja em sua última edição, não prejudicam a CPI. "Elas só adiantam as coisas, ao envolver mais pessoas na investigação", afirmou o senador, acrescentando que não deve haver monopólio e nem vaidades em relação a esse trabalho. Barbalho disse que ficou feliz com a iniciativa do presidente Fernando Henrique Cardoso de determinar as investigações ao Ministério da Justiça e disse que isso "colabora, acrescenta e justifica cada vez mais a necessidade da CPI do Sistema Financeiro". Ele rebateu as críticas de que as investigações esvaziariam o trabalho da CPI e disse que é uma obrigação do Executivo apurar. "Se ele não toma essa atitude vão chamá-lo de omisso", disse Barbalho.
O presidente do PMDB disse que irá propor a convocação, para a próxima quinta-feira, do presidente do Banco Central, Armínio Fraga e do diretor de Fiscalização, Luiz Carlos Alvarez. Segundo Jáder, as duas autoridades devem explicar à CPI o resultado das apurações feitas até agora pela instituição. "Não considero adequado iniciar o trabalho da CPI sem ouvir a investigação da autoridade", disse Barbalho . Segundo ele, após o depoimento do BC, a comissão deverá ouvir o presidente do Banco Marka, Salvatore Cacciola. Segundo Barbalho, até o momento não há nenhum fato que leve a necessidade de convocação do ministro da Fazenda, Pedro Malan.
Ele explicou que a versão do Banco Central confrontada pelos parlamentares da CPI com as versões divulgadas pela imprensa sobre a s irregularidades do sistema financeiro. Ainda hoje Barbalho pretende discutir um roteiro para a CPI que será levado ao plenário da comissão na quarta-feira, data de sua instalação. O senador confirmou que o relator da comissão será o senador João Alberto (PMDB-MA). Ainda não está definido quem ocupará a presidência. O PFL cedeu a indicação para PSDB que a recusou. Segundo o presidente do PMDB, cabe ao PFL resolver essa questão. "Se não quiserem, dêem para o PT", ironizou.

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