Santo Antônio da Platina - O delegado de Santo Antônio da Platina, Júlio César de Souza, tomou depoimento de testemunhas e familiares da jovem Tassiane Rocha Gonzales, 23 anos, assassinada no último sábado juntamente com a babá de seu filho, Maria Aparecida da Silva, 58. De acordo com os relatos, as duas foram mortas pelo dentista Edson Simões de Castilho, 38, ex-marido de Tassiane. Segundo a polícia, a jovem também já havia registrado um boletim de ocorrência na delegacia por ameaças e segundo os próprios familiares, temia ser morta pelo dentista há meses.
Apesar de ter se negado a prestar depoimento, Castilho disse apenas ter ''jogado a arma no mato''. Porém, a arma ainda não foi localizada. ''Encontramos um estojo de revólver calibre 38 intacto dentro do carro dele. Além disso, testemunhas disseram que teriam visto ele chamando a jovem no portão e quando ela apareceu ele disparou os tiros. Quando a babá foi tentar socorrê-la, ele disparou contra ela também'', explicou Souza.
Além do boletim de ocorrência registrado por Tassiane, existe na delegacia diversos termos circunstanciados feitos pela primeira mulher de Castilho. ''Essa outra mulher fez várias denúncias de ameaça'', explicou o delegado.
Ainda segundo o delegado, há cerca de quatro meses a polícia cumpriu um mandado de busca na casa e consultório do dentista para tentar localizar arma de fogo em decorrência de denúncia de Tassiane. ''A arma não foi encontrada naquela ocasião, mas ele sabia que a polícia tinha conhecimento de suas ameaças'', disse o delegado.
Castilho foi preso no início da noite de domingo, em Congonhinhas (Norte Pioneiro) na casa de parentes e transferido para a Delegacia de Santo Antônio da Platina onde permanece à disposição da Justiça.
A FOLHA entrou em contato ontem com o advogado de Castilho, Francisco Pimentel de Oliveira, mas ele ainda não conseguiu conversar com o dentista. Segundo Oliveira, Castilho teria tentado tirar sua própria vida e apresentava um quadro de sonolência por estar sob efeito de medicamentos. ''Ele tomou umas duas caixas de um remédio forte misturado com alguma bebida alcóolica e chegou a ser atendido no hospital antes de ser preso. Como ele não tinha condições de falar, marcamos para quarta-feira o depoimento e então poderei falar com ele melhor'', disse.

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