Denílson quer deixar o Betis
Roma, 05 (AE-REUTERS)- O atacante brasileiro Denílson disse em entrevista ao diário romano "Corriere dello sport", em sua edição de hoje, que está pensando em deixar o Real Betis, clube da primeira divisão espanhola para qual se transferiu logo depois da Copa do Mundo. O ex-sãopaulino, dono do passe mais caro do futebol mundial, disse estar triste e confessou não saber por quanto tempo mais vai suportar a crise que enfrenta no clube espanhol.
"Estou triste e pensando seriamente em trocar de clube; ir para outro lugar. Não sei por quanto tempo mais voui suportar essa pressão", disse o jogador. Denilson ainda não marcou gols pelo Betis e até agora não conseguiu se firmar como a grande estrela do time, como se esperava.
O jovem atacante brasileiro, que vai completar 22 anos em agosto, diz que não sabe explicar a má fase. Agradece ao presidente do clube, Manuel Ruiz de Lopera, a quem diz dever muito e ao povo de Sevilha pela acolhida. "O povo de Sevilha é fantástico; me adora e eu espero um dia retribuir todo esse carinho". Mas pensa em ir embora. "Estou contente com meu salário, feliz pelo carinho das pessoas
porém, as coisas não estão dando certo e eu já começo a pensar em sair. Além do mais, não acredito que meu treinador (Javier Clemente) mude de atitude. Ele pensa assim".
O jogador referia-se ao episódio da partida entre Real Betis e Athlético Bilbao, quando foi deixado na reserva. O técnico justificou a decisão, dizendo que o terreno de jogo não era apropriado ao estilo de Denílson. "Eu tentei lhe explicar que em São Paulo ou no Rio, cansei de jogar em campos ruins, ou com frio, mas ele não me escuta", reclamou.
A ausência de gols não é o mais preocupa o craque brasileiro. "A minha função primeira nunca foi a de goleador. Sempre joguei na construção das jogadas. É certo que nunca fiquei tanto tempo assim sem marcar, mas esse não é o maior problema. Acho que quem sabe, joga em qualquer parte do mundo. A questão, é que não sei explicar as razões de as coisas terem chegado a esse ponto," diz ele.
O pai de Denilson, Helvécio de Olivera ouvido na entrevista do jornal romano, diz que o problema está com o técnico. "Ele não é treinador de equipe grande. Com um grande ataque, põe a equipe para jogar na defesa", afirmou. "Se a federação espanhola o demitiu, foi sempre pelo mesmo motivo: suas equipes não jogam futebol", acrescentou.





