Dengue traz prejuízos para o turismo no Rio de Janeiro
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terça-feira, 05 de março de 2002
Agência Lusa 
Rio de Janeiro - A epidemia de dengue está causando prejuízos ao turismo do Rio de Janeiro, que movimentou cerca de R$ 2,6 bilhões, no ano passado, segundo a Associação Brasileira de Agentes de Viagem (Abav).
Não há informações oficiais sobre a dimensão do prejuízo, mas parte da rede de 123 hotéis da cidade tem registrado nas últimas semanas cancelamentos de reservas, por turistas preocupados com a doença.
O Copacabana Palace, um dos mais tradicionais da cidade, por exemplo, registrou uma queda de 15% na ocupação de leitos por causa da epidemia, de acordo com dados da direção do hotel.
Também por causa da dengue, um grupo de 95 americanos cancelou reserva para este mês no Sofitel Rio Palace Hotel.
Desde o início do ano, a epidemia de dengue já registrou 61.128 casos de contaminação em todo o Estado do Rio de Janeiro, o mais crítico do país, com 24 mortes confirmadas, segundo os últimos boletins oficiais. Só na cidade do Rio de Janeiro, 25.365 pessoas estão com dengue.
No próximo sábado, o Ministério da Saúde vai promover um grande mutirão contra o mosquito Aedes aegypti, transmissor do dengue, em toda a cidade, com a mobilização de cerca de 20 mil agentes públicos e 480 mil voluntários.
Se conseguirmos uma grande mobilização e as famílias participarem, eliminando os criadouros em vasos, pneus e bueiros, em um mês teremos uma bela queda da doença, afirmou o ministro Barjas Negri. Segundo o entomologista Anthonny Érico Guimarães o Aedes aegypti, como o próprio nome indica, teve origem no Egito e teria chegado ao Brasil, no início do século XIX, a bordo de navios negreiros vindos da África. Transmissor também da febre amarela urbana, o mosquito foi alvo de uma grande campanha de combate, na década de 50, quando foi considerado erradicado no Brasil pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Novos registros da doença, no entanto, foram encontrados em 1967, no Norte do Brasil, espalhando-se rapidamente para todo o país, estimulado pela proliferação de lixo urbano.


