Dengue no PR terá que cair pela metade
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quinta-feira, 22 de agosto de 2002
Luciana Pombo<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O lançamento do Programa Nacional de Combate à Dengue (PNCD) no Paraná foi marcado ontem pela apresentação de uma meta ousada proposta pelo governo estadual. O secretário de Estado de Saúde, Luiz Carlos Sobânia, prometeu reduzir em 50% o número de pessoas contaminadas com a dengue no ano que vem. Em 2002, 5 mil novos casos da doença foram detectados. Oitenta por cento deles do Norte Pioneiro ao Oeste paranaense, passando pelas cidades pólo de Londrina, Maringá, Umuarama e Foz do Iguaçu. Oficialmente, uma pessoa morreu por dengue hemorrágica.
Para cumprir a promessa, Sobânia que não mais será secretário de Estado por causa da mudança de governo prevista para este ano com as eleições se comprometeu a fazer ''a lição de casa'' ainda este ano. O secretário disse ontem que pretende fazer uma intensa campanha de divulgação e conscientização sobre a necessidade de limpeza de residências, visitando os domicílios através dos agentes multiplicadores de informação. De acordo com os dados da secretaria, 70% dos casos de proliferação do mosquito transmissor da dengue são dentro das casas. Apenas 30% em terrenos baldios e nos objetos largados do lado de fora das casas. ''Vamos mostrar que os mosquitos precisam ser combatidos, dentro de casa, nas calhas e caixas d'água e do lado de fora, no cuidado com os vasinhos de flor.''
As metas nacionais foram apresentadas pelo coordenador do programa, Giovanini Evelim Coelho. Entre os projetos que serão desenvolvidos ainda este ano, estão previstas a ampliação dos laboratórios para detecção da doença dos atuais 11 para 27; a implantação de 14 unidades sanitárias de coleta de sangue para isolamento viral; a estruturação das secretarias estaduais de saúde com equipamentos (este ano serão repassados 971 veículos, 391 motos, 258 microscópios, 404 nebulizadores portáteis, 109 pulverizadores); a distribuição de protocolos para 260 mil médicos e 50 mil equipes brasileiras empenhadas no controle da dengue; a implantação do cartão de acompanhamento de pacientes em 47 municípios.
Também foram citadas como propostas para serem executadas até o final do ano a realização de vedação adequada de caixas d'água de 8 milhões de domicílios; implantação de programas permanentes de educação em saúde e mobilização social em todos os municípios com mais de 50 mil habitantes; construção de um comitê nacional de mobilização contra a dengue e orientação aos estados e municípios.
A previsão é a de liberação de R$ 1 bilhão para o programa este ano em todo o País. O orçamento previa R$ 800 milhões.


