Dengue muda regras do vestibular
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sexta-feira, 01 de março de 2002
Lucia Martins<br>Agência Estado 
Rio - Os candidatos ao vestibular deste ano da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) que estiverem internados por causa de complicações da dengue poderão ir de ambulância para os locais de provas e fazer o exame dentro do veículo, com a fiscalização de um funcionário do concurso.
O vestibular deste ano da maior universidade pública federal, que começa domingo e continua nos próximos dias 17 e 24, terá ainda outras novidades. Pela primeira vez, a UFRJ fará exames fora do Rio - as provas serão aplicadas também em Belo Horizonte, Brasília, Campina Grande (PB), Campinas e São Paulo.
Mas, segundo o coordenador administrativo do vestibular, Cesar Scelza, a universidade não vai oferecer ambulâncias. Não podemos aplicar os testes no hospital. Então estamos criando essa nova regra, mas não é minha responsabilidade conseguir ambulâncias para esses candidatos, afirma. Segundo ele, os locais de provas terão um médico de plantão para atender emergências.
Campinas - A Secretaria Municipal da Saúde confirmou ontem pela manhã o terceiro caso de dengue hemorrágica na cidade. A paciente é uma peruana de 20 anos, que estava internada no HC (Hospital de Clínicas) da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).
Esse é o primeiro caso da forma mais grave da doença que ocorre fora da região Jardim Campo Belo. A peruana estava hospedada em Barão Geraldo, distrito de Campinas.
Além dos três casos confirmados, outros três estão em investigação, e um já foi descartado. Os casos suspeitos foram notificados nos bairros DIC-4, Jardim Campo Belo e Campos Elíseos.
Campinas já tem 380 casos de dengue clássica, sendo 277 autóctones, contraídos na própria cidade, de acordo com último levantamento feito pela Covisa.
Para evitar o aumento do número de casos de dengue hemorrágica, a vigilância vai intensificar o controle de passageiros na rodoviária e no Aeroporto Internacional de Viracopos.
O controle da vigilância será feito principalmente com pessoas que chegam do Rio de Janeiro, onde foi detectado o tipo 3 do vírus.


