Curitiba - Mais duas mortes por dengue no Paraná foram confirmadas no boletim epidemiológico divulgado nesta terça-feira (7) pela Sesa (Secretaria Estadual da Saúde). As vítimas são de Cascavel (homem de 84 anos) e Maringá (mulher de 58 anos). Ambos os casos são autóctones (contraídos em suas próprias cidades). Com as novas confirmações, as mortes por dengue chegam a dez no Paraná — cinco em Londrina, três em Cascavel e duas em Maringá.

Governo pede a colaboração da população para evitar focos de água parada nas casas
Governo pede a colaboração da população para evitar focos de água parada nas casas | Foto: Arquivo FOLHA

O informe contabiliza 968 novos casos de dengue confirmados no Estado, elevando o total de 4.970 registrados na semana passada para 5.938. Foram 55 novos casos em Londrina desde o último boletim. A cidade segue com o maior número de casos confirmados desde o início deste ano — 817 —, seguida de Foz do Iguaçu (515) e Japurá (352). Também aumentou o número de cidades com casos autóctones, de 154 para 163 no mesmo período — o equivalente a 40,9% dos municípios do Estado.

A média da incidência da doença no Paraná é de 51,29 casos por 100 mil habitantes. Até a taxa de 100 casos para 100 mil, a incidência é considerada baixa pelo Ministério da Saúde. Há, no entanto, 26 municípios classificados como locais de alta incidência (eram 24 na semana anterior). O mais grave o caso de Japurá, cuja taxa chega a 3.839,86, seguido por Francisco Alves, Porto Rico, Leópolis, Uraí, Lupionópolis, Itambé, Loanda, Santa Mariana, Terra Roxa, Abatiá, Flórida, Missal, Nova Londrina, Alvorada do Sul, Moreira Sales, Rancho Alegre, Santo Antônio do Paraíso, Anahy, Cafeara, Arapuã, Andirá, Lindoeste, Bandeirantes, Paranacity e Nova Olímpia.

Em entrevista à agência de notícias do governo, o secretário da Saúde, Beto Preto, classificou o agravamento da doença no Paraná como “muito preocupante, porque ainda não estamos no fim do ciclo da dengue”. O governo pede a colaboração da população para evitar lixo acumulado e focos de água parada nas casas. “O nosso trabalho de prevenção e orientação percorre todo o Paraná, mas é preciso que a população também participe”, disse à agência a médica veterinária Ivana Belmonte, da Divisão de Vigilância Ambiental da Sesa.

A secretaria informou que está percorrendo todas as Regionais de Saúde para capacitar médicos, enfermeiros e equipes da Vigilância em Saúde e da Atenção à Saúde. O objetivo é agilizar o atendimento e o diagnóstico, além de informar sobre medidas preventivas. De acordo com a Sesa, cerca de 2 mil profissionais já fizeram o curso.

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