Dengue assusta Alvorada do Sul
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quinta-feira, 21 de novembro de 2013
Lucio Flávio Cruz<br> Reportagem Local 
Alvorada do Sul A falta de um trabalho mais efetivo de prevenção e controle dos focos do mosquito Aedes aegypti deixaram Alvorada do Sul (Região Metropolitana de Londrina) em estado de alerta e com o maior número de casos de dengue da sua história. Somente este ano o município de 10.283 habitantes registrou 1.784 notificações da doença e 250 confirmações.
Segundo o último Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) do Ministério da Saúde (MS), divulgado na terça-feira, a cidade apresenta índice de 5% de infestação de focos nos domicílios pesquisados, o que coloca Alvorada entre os 157 municípios brasileiros com risco de epidemia.
O secretário municipal de Saúde, Celso Routulo, reconheceu que a cidade ficou quase um ano sem nenhum trabalho preventivo. "A prevenção ficou abandonada desde junho do ano passado. Em virtude das dificuldades no período da transição na administração municipal conseguimos retomar o serviço apenas a partir de maio. Tínhamos apenas oito agentes e agora aumentamos para 11, além de um técnico da Fundação Nacional de Saúde (Funasa)", relatou.
Sem um trabalho prioritário de prevenção, os casos de dengue explodiram durante o verão. Do total de notificações, 1.667 foram informadas no primeiro trimestre do ano e somente em uma semana foram registradas 242 notificações.
O município recebeu R$ 65 mil do programa VigiaSus, do governo estadual, para a compra de equipamentos de segurança, máquinas costais e contratação de funcionários temporários para o combate à dengue. "Realizamos no início do mês a semana de prevenção, com palestras nas escolas e igrejas, distribuição de panfletos e conscientização dos moradores. Sempre que há uma notificação fazemos o bloqueio da região para eliminarmos os focos", apontou o secretário.
O período mais crítico parece ter passado. Na última semana foram registradas apenas três notificações, mas o secretário diz que ainda é preciso intensificar o trabalho para evitar uma epidemia em 2014. "Acredito que com o que estamos fazendo já vamos conseguir abaixar o próximo LIRAa para 3% e temos a expectativa de que vamos evitar uma epidemia", afirmou Routulo.
A auxiliar de enfermagem Sandra Evaristo, de 42 anos, e a filha de 25 pegaram dengue nos dois últimos anos. "Da primeira vez eu fiquei uma semana indo ao hospital todos os dias e sem conseguir trabalhar. Este ano foram quatro dias com muitas dores pelo corpo, câimbras, vômitos e dor na barriga. Na minha casa não tem foco, mas infelizmente tem gente que não tem consciência e com isso todo mundo corre o risco", frisou.
Já Adegilson de Souza, de 38 anos, trabalha em uma empresa que desmonta veículos para comercializar peças. O funcionário garante, porém, que nada fica exposto acumulando água. "Tudo o que sobra é colocado em uma caçamba e o caminhão leva a mercadoria a cada dois dias. Os pneus ficam guardados também. Toda a semana os agentes passam por aqui e nunca foi encontrado um foco de dengue", garantiu.


